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sábado, janeiro 04, 2020

MINHA VIAGEM PARA AS ILHAS SALOMÃO NA OCEANIA




Meus amigos disseram que era melhor eu ficar só olhando, assim não dava trabalho pra ninguém(Por Thymonthy Becker)
Depois que chegamos em Honiara, capital das Ilhas Salomão, nos hospedamos e só saímos no dia seguinte porque já estava tarde. 
Na manhã do dia seguinte saímos e fomos para o litoral, onde as águas são cristalinas e ótimas para mergulho em meio as rochas vulcânicas. Foi ali, que o responsável pelo mergulho disse o motivo do nome do país, que foi dado por um Espanhol (ele pensou que a gente era espanhol)



O explorador espanhol Álvaro de Mendana, quando descobriu ouro em Guadalcanal, pensou ter encontrado a fonte da riqueza do Rei Salomão, personagem bíblica, e assim deu o nome ao local de Ilhas de Salomão. 
Eu estava usando uma camisa do clube Paris Saint-Germain. Nosso instrutor de mergulho gostou da camisa e queria que eu a desse para ele. Mas eu não tinha outra para colocar ali e disse que depois levaria a camisa para ele. 
Deixei claro para meu instrutor que eu era péssimo em nadar e se não tinha problema fazer este mergulho. Ele disse que seria apenas um mergulho sem cilindros só para ver a parte rasa e não teria problemas. Mas o objetivo mesmo era mergulhar de cilindros para tentar ver os navios naufragados. 
Meus amigos já achavam que eu não deveria ir porque por onde eu passava sempre alguma coisa me acontecia dizendo que eu era “lerdo” demais e muito distraído, o que eu não via desta forma.



Mas enfim, um mergulho raso, de batismo segundo ele, sem cilindros, que de mal poderia acontecer. 
Assim, eu mergulhei apenas com mascara, pé de pato sempre próximo a flor da água, mas não vi graça nenhuma, queria ir lá no fundo. 
Depois de algumas instruções e vendo meus amigos mergulhando com cilindros, resolvi tentar também. Meus amigos diziam que eu não deveria ir, mas o instrutor disse que ficaria junto a mim e qualquer coisa me levaria à superfície. 
Assim, depois de muita aula, almoço, mais aulas, já de tardinha, fui tentar o mergulho com cilindros. Eu era o único da turma que nunca tinha mergulhado em mar. Na verdade nem em piscinas. 
Gastando um bom tempo para colocar roupa e tudo mais, enfim fui mergulhar com o instrutor ao meu lado. 
Começou tudo muito bem, fui descendo vagarosamente até que o instrutor foi mexendo nos pesos que ficavam na cintura e que me fez descer mais rapidamente.



Assustei com isso, fiquei sem saber respirar, já que tinha de respirar pela boca, o ouvido começou a doer muito, então, desesperado eu segurei no instrutor que tentava me levar pra cima, eu desesperado me debatendo. 
Nessa confusão toda e com meu desespero segurando o instrutor acabei por arrancar os cilindros de ar do instrutor, que afundaram. Ele conseguiu me levar a superfície, me deixar em segurança. Depois que viu estar tudo bem, voltou para buscar seus cilindros de ar. E os trouxe de volta, já que não era tão fundo assim onde a gente estava.
No final ficaram meus amigos rindo de tudo que aconteceu, o instrutor recuperou seus cilindros e aconselhou que eu não mergulhasse até treinar bastante. 
Decidi que não faria mais mergulho e que ia praticar canoagem ou tentar surfar. 
Meus amigos disseram que era melhor eu ficar só olhando que assim não dava trabalho pra ninguém.


Mas eu curti outras aventuras ali e correu tudo relativamente bem. Ta, quase tudo bem. Ta bom, ta bom, confesso, quase morri afogado. Mas isso eu conto uma outra vez. 
No outro dia, depois de pedir ao hotel para lavar a camisa, fui levá-la para o instrutor. Ele super agradeceu e nem parecia que eu tinha dado tanto trabalho para ele. 
Foi uma viagem realmente inesquecível. Super valeu a pena

VALEU POR VIAJAR COM A GENTE


Por: Thymonthy Becker







MINHA VIAGEM PARA KIRIBATI NA OCEANIA




Viajando para o futuro chegamos primeiro no novo ano, mas sabíamos que o passado nos esperava   (Por Thymonthy Becker)



Uma das viagens mais legais que já fiz, sem dúvidas foi para a República de Kiribati na Oceania, mais precisamente para a pequena cidade de Bairiki e Kiritimati.
Havia muitos motivos para nós fazermos esta viagem e passar o réveillon neste pequeno, mas extraordinário país da Oceania, que eh composto de 24 ilhas, mas somente 8 delas eh habitada.

Primeiro, porque os cientistas dizem que este país, com pouco mais de cem mil habitantes  irá desaparecer em no máximo 60 anos, devido ao aquecimento global e consequente subida dos níveis dos oceanos. Então, quem puder, vá conhecê-lo, porque ele poderá, num futuro bem próximo, fazer parte somente dos livros de história. E você só poderá conhecê-lo nas bibliotecas ou em algum documentário na tv.


Segundo, porque eh o único lugar da terra onde você pode estar em quatro lugares diferentes ao mesmo tempo. Bem, teoricamente sim, porque as ilhas que forma o país estão nos quatro hemisférios da terra, mas não podemos estar nas quatro ilhas ao mesmo tempo. Mas isso não diminui a sensação de estar em quatro lugares diferentes, teoricamente, ao mesmo tempo. 

Terceiro, porque podemos viajar para o futuro, sem precisar de máquina do tempo e sem precisar de ir para o espaço ficar viajando anos e anos. Isto porque a pequena cidade de Kiritimati, que tem cerca de 5 mil habitantes, tudo chega primeiro. Eh o primeiro lugar da terra onde o ano novo chega.



Assim na virada do ano que passamos lá, entramos no ano novo enquanto todo o resto da terra estava no ano velho. Teoricamente então, estávamos no futuro e todo o restante do planeta estava no passado. Eh uma sensação muito legal saber que você chegou na frente e os outros seguem apenas suas pegadas.
Quarto, porque podemos conhecer um pouco da cultura, dos sabores, do cotidiano deste povo sorridente, receptivo, acolhedor e esperançoso com a possível mudança de seu país para um local seguro.

Visitamos um museu muito show de bola onde retrata um pouco da história de Kiribati, assim você vai entender melhor a história deste Atol. Soubemos inclusive que neste país, antes de 1995, devido a linha Internacional de Data, o Oeste do país era Domingo de manhã e o Leste era sábado de manhã. Interessante, o pais vivia em dois dias diferentes. Muito show de bola isso. Mas em 1995 realinharam a Linha Internacional de Data e acabaram com essa peculiaridade de Kiribati. 
Nesta onda de estar no futuro, fomos até o extremo de Kiritimati, onde o dia chega primeiro e consequentemente o ano. Claro, até onde nos permitiam ir. Depois da euforia da virada do ano fomos para nossa pousada dormir e esperar o resto do mundo entrar no ano novo.
No dia seguinte, com um guia turístico fomos aproveitar o que de bom tem em Kiritimati. Passeio de barco pelas ilhas, mergulho nestas águas super claras (eu nem pensar em fazer isso), praia e pescar em alto mar.



Meus amigos gostaram da ideia de pescar em alto mar e lá fomos nós. Alugaram tudo para esta pescaria com o próprio guia. Eu não curto pescaria, mas não gostaram da ideia de me deixar sozinho na vila (diziam que tinha medo que eu provocasse o sumiço da ilha antes mesmo do nível do mar subir). Eles sempre gostam de lembrar os fatos inusitados que aconteceram comigo, como se estas coisas acontecessem só comigo. Mas enfim, fui para a tal pescaria.
A ideia era ir para alto mar, mas como a turma ficou meio que com medo do alto mar, o barco não parecia tão seguro assim e me zoavam dizendo que eu podia afundar o barco, embora o guia sabia muito bem o que estava fazendo, decidiram pescar no "baixo" mar mesmo. 
Pareciam que nunca tinham participado de uma pescaria antes, embora no mar nunca tinham pescado mesmo. Estavam fazendo uma bagunça com as linhas, com os os anzóis, deixando o guia meio desorientado por nunca ter visto tantos amadores num barco só.



Quando conseguiam desembraçar as linhas e tentavam lançar a isca no mar, fazia o lançamento com a vara, mas o anzol nem saia do barco. Eu ria muito daquilo tudo, porque se fosse comigo diriam que eu sou desastrado e lerdo. Mas eram com meus amigos e então tratei de rir muito da situação, afinal, não era todo dia que tinha motivos para zoar deles, então aproveitei.
Diante de tanta confusão de linhas e anzóis, fui ajudar o guia a desembaraçar as linhas. Quando fazia isso, um de meus amigos com a vara na mão lançou a isca ao mar. Mas era justamente a linha que eu estava desembaraçando. Ao fazer isso, o anzol entrou na minha mão na parte de dentro do dedão. Doeu muito e eu comecei a gritar e espernear gritando por socorro, pedindo para tirarem logo o anzol. Meus amigos pediam para eu parar de gritar senão iam achar que eu estava afogando. Mas doía muito, muito mesmo, no que eu comecei a não me sentir muito bem.



O anzol tinha entrado com a fisga para dentro da minha mão e não tinha como puxá-lo, porque se fizessem isso vinha rasgando meu dedo. Teria que ir para um hospital para fazerem isso. Cortaram a linha próximo ao anzol e fomos nós para o atendimento médico mais próximo. O médico anestesiou minha mão, já que eu parecia que estava morrendo, diziam meus amigos, e retirou o anzol Enfaixou minha mão que assim ficou por um bom tempo. 
Depois que saímos do atendimento médico, saímos do hospital e eu fiquei meio que rindo sem graça devido ter ficado gritando perto das enfermeiras, mas só depois da mão enfaixada que percebi que não precisava gritar tanto. Mas depois que a gente esta bem tudo parece mais fácil. Falei com meus amigos que a culpa daquela vez, de ter acontecido alguma coisa, não era minha. Mas eles disseram que eu não precisava fazer nada, só de estar em algum lugar já era um risco total. (Não achei graça nenhuma)



No fim, voltamos para o passado, quero dizer, seguimos nossa viagem para darmos a volta ao mundo.
Este destino foi o mais inesquecível de todos, porque pude viajar no tempo, começar o ano novo primeiro que todo o planeta, num país que eh um verdadeiro paraíso na terra e que futuramente não poderá existir mais. 
Foi muito show de bola, foi pra nunca esquecer.






DA JANELA DO TREM VOCÊ CONHECE O MUNDO